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Silas Lima Malafaia (Rio de Janeiro, 14 de setembro de 1958) é um pastor protestante pentecostal brasileiro líder da igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo. Malafaia também é televangelista, graduado em psicologia, presidente da editora Central Gospel, além de ser vice-presidente do Conselho Interdenominacional de Ministros Evangélicos do Brasil (CIMEB), entidade que agrega cerca de 8.500 pastores de quase todas as denominações evangélicas brasileiras.

Malafaia frequentemente envolve-se em muitas polêmicas e controvérsias sobre temas como direitos dos homossexuais e aborto. Em janeiro de 2013, uma reportagem da revista americana Forbes classificou Malafaia como o terceiro pastor mais rico do Brasil, com uma fortuna estimada pela publicação em 150 milhões de dólares.

Críticas e controvérsias Editar

Silas Malafaia é conhecido por suas manifestações polêmicas através de textos e vídeos em que se posiciona de forma extremamente crítica em relação a temas como o aborto e a homossexualidade.

Homofobia Editar

Em junho de 2008, liderou uma manifestação diante do congresso nacional, contra o projeto de Projeto de Lei 122 (PL 122). Ele afirma que o projeto não protege os direitos dos homossexuais, mas sim lhes dá privilégios pois suas condutas não poderiam ser mais criticadas ou desestimuladas. Além disso, ao se referir ao projeto em questão, afimou que este seria a "primeira porta para a pedofilia." Em 1 de junho de 2011, no programa Manhã no Parlamento da Rádio Câmara, o pastor acusou o PL 122 de criar "privilégios" para os homossexuais de forma inconstitucional, dizendo que "existe uma diferença gritante entre criticar uma determinada conduta e discriminar pessoas" e ainda que "o que eles não suportam é a crítica".

Na Marcha para Jesus de 2011, Silas Malafaia criticou a aprovação da união estável entre pessoas de mesmo sexo, orientando seus fiéis a não votarem em parlamentares defensores do PL 122. "Ninguém aqui vai pagar de otário, de crente, não. Se for contra a família não vai ter o nosso voto", afirmou Malafia; O pastor fez uso de um vocabulário que foi considerado "vulgar" pelo Portal iG, por conter termos como "otário" e "lixo moral". Segundo Malafaia, este dispositivo (o PL 122) abre um precedente que criminaliza a conduta de um pastor que, por questão de princípios, impedisse a ocorrência ou o prosseguimento manifestações homoafetivas no interior de seu estabelecimento religioso. No mesmo evento, em 2011, criticou a decisão de liberar a Marcha da Maconha e o PL 122.

Em 2012, Silas foi denunciado ao Ministério Público (MP) pela TV Bandeirantes por fazer comentários que foram considerados homofóbicos, de ódio e que poderiam "incitar a violência em relação aos homossexuais" durante um dos seus programas transmitidos pela emissora. O processo acabou extinto pelo juiz federal Victorio Giuzio Neto, que o considerou uma forma de censura. Em outubro do mesmo ano, após Malafaia ter chamado de "palhaço" um pastor cearense que diz renegar a teologia da prosperidade ao afirmar que é pobre e não tem carro, o grupo virtual Anonymous declarou guerra ao pastor por "prega[r] a prosperidade usando a Bíblia".

Em fevereiro de 2013, durante uma entrevista concedida ao programa de De Frente com Gabi, apresentado por Marília Gabriela, Malafaia causou uma forte polêmica ao afirmar: "Eu não acredito que dois homens e duas mulheres tenham a capacidade de criar um ser humano. Se tiver pastor homossexual, ele perde o cargo. Não tenho nada contra homossexuais, mas amo homossexuais assim como amo bandidos." O geneticista Eli Vieira, doutorando na Universidade de Cambridge, publicou um vídeo de resposta às afirmações de Malafaia sobre a homossexualidade na entrevista citada, refutando com base em publicações científicas as afirmações do pastor.

Em 7 de fevereiro de 2013, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) publicou uma nota repreendendo a posição de Malafaia. Segundo o Conselho, o pastor "agrediu a perspectiva dos direitos humanos a uma cultura de paz e de uma sociedade que contemple a diversidade e o respeito à livre orientação", também lamentou o discurso preconceituoso, explicou que a visão atual da psicologia é a de que a homossexualidade não é doença, desvio ou perversão e disse: "É lamentável que exista um profissional que defenda uma posição de retrocesso que chega a ser quase inquisitório, colocando como vertentes do seu pensamento a exclusão e o preconceito na leitura dos direitos humanos." Em 18 de fevereiro, Malafaia afirmou que irá processar judicialmente o site Avaaz por supostamente ter apagado um abaixo-assinado contrário à cassação do registro de psicólogo no CFP, em resposta à uma moção semelhante que pedia o fim da licença dele como profissional de psicologia. O pastor afirmou: "Printei tudo e passei para meu advogado. Vou para o pau contra o Avaaz. Vou processar eles sem pena."

Insultos e ameaças de processos judiciais Editar

Em agosto de 2011, Silas Malafaia chamou um vereador do município de São Luís, no Maranhão, de "vagabundo", "bandido" e "idiota", após este ter se oposto ao projeto de lei que concederia o título de "Cidadão Ludovicense" ao pastor por considerá-lo homofóbico. Em resposta à reação de Malafaia, a câmara de vereadores da cidade arquivou a homenagem e aprovou uma moção de repúdio contra o pastor, considerando-o persona non grata em São Luís. Em novembro do mesmo ano, o líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo chamou a jornalista Eliane Brum de "vagabunda" durante uma entrevista concedida ao jornal americano The New York Times. A ofensa foi proferida após a publicação de um artigo de Brum na revista Época, onde ela relatava a intolerância vivida por pessoas ateias no Brasil. Em resposta ao comentário de Malafaia, Eliane Brum disse: "A afirmação do pastor é autoexplicativa: ao atacar minha honra por discordar de minhas ideias, ele proporciona a maior prova do acerto e da relevância do meu artigo."

Após a publicação de uma reportagem pela revista americana Forbes que o classificou como o terceiro pastor mais rico do Brasil, com um patrimônio estimado pela publicação em 150 milhões de dólares, Malafaia afirmou em uma entrevista para a jornalista Monica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo: "Vou ferrar esses caras (da Forbes)".

Ver também Editar

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